quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Primeiro Sarau de Poesias Marginais: “Na Quebrada Escorre Versos!”

Por Coletivo de Poetas Marginais

Altamira, 14 de agosto de 2013.


No ultimo dia 09 de agosto (sexta-feira), realizamos a segunda atividade do Coletivo de Poetas Marginais de Altamira. O evento foi o primeiro Sarau de Poesias Marginais no bairro Boa Esperança, na periferia da cidade. É importante destacar que esse bairro será atingido pela barragem de Belo Monte por ocasião da formação do lago, e que as condições de saneamento básico (água potável, rede de esgoto, coleta de lixo, etc.) praticamente inexistem. E foi exatamente nesse bairro que realizamos nosso evento com o objetivo principal de levar até essa população uma experiência inovadora no campo da poesia e da musica.

O evento foi um sucesso, a comunidade participou de forma direta do sarau contribuindo com a organização do espaço – o evento foi realizado na rua –, com um gostoso lanche e diretamente leitura e declamação dos poemas e das musicas cantadas. Esse sarau teve uma diferença importante em relação ao primeiro evento – primeiro encontro de poetas marginais – que realizamos em julho no bairro Aparecida. Diferentemente da primeira atividade do coletivo esse sarau teve a participação direta do povo pobre da periferia, que no seu dia-a-dia não tem contato com esse tipo de experiência.
O evento foi regado a muita musica, poesia e a genuína alegria das crianças que ouviam as musicas, liam poesias e corriam pra lá e pra cá levantando poeira da rua sem calçamento. Aproximadamente umas 40 pessoas estiveram presentes no evento, tanto moradores do bairro Boa Esperança quanto moradores de outros bairros, mas é importante ressaltar a ausência de vários militantes que por algum motivo não têm prestigiado os eventos.
No encerramento do sarau foi distribuí aos participantes um livro de poesias da escritora Sônia Portugal. Foi lindo de ser ver as pessoas empolgadas com o presente, pois levavam nas mão a concretude do que foi o evento.

Apesar das dificuldades realizamos uma bela atividade cultural, que, tenho certeza, foi de extrema importância para o povo daquela comunidade. Pra eles uma primeira experiência que deverá ter continuidade e pra nós, do coletivo, um desafio no qual estamos nos lançando de cabeça, corpo e poesia, mas sempre marginais.























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