terça-feira, 23 de julho de 2013

Fim de tarde

Por Moisés Costa Ribeiro
Olho o sol que finda o dia
E a noite que me abraça sonolenta
Olho a água do rio que corre sem liberdade
Represada pela sanha do capital...
O horizonte já é obscuro
A consciência emudece sob a lentidão da noite
E os passos são interrompidos diante do muro que atravessa o caminho
E aprisiona os sonhos e a liberdade
Daqueles que não entendem o porquê
Da violência do capital e do império que aprisiona o rio e a mata
Esteriliza vidas
Rouba a memória de tempos passados
De outro tempo
Onde o rio e a mata eram livres
Onde a ganância ainda não havia assentado seu trono de arrogância
E homens e mulheres
Olhavam o fim de tarde
Numa comunhão de saberes
Onde a liberdade estendia seu manto
Num abraço de sonhos e utopia.

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