Revestiu-se do mais completo êxito o 1º Encontro de Poetas
Marginais de Altamira, realizado na noite de 5 último p.p. , em plena Rua 1 ,
defronte à casa de Moisés Ribeiro. Contando com a participação de poetas já conhecidos como Vitoriano
Bill, um dos organizadores, e Marilene Nascimento, a surpresa ficou por conta
de várias pessoas que, dizendo ter poemas por muito tempo guardados nas
gavetas, tiveram no encontro a oportunidade tão esperada de poder apresentar-se
ao público. A adesão de vários setores da sociedade altamirense, reunindo de
professores universitários a pessoas simples da periferia, bem demonstra o
sucesso que foi o evento. Um de seus pontos altos foi quando a professora
Marilene Nascimento, da Academia Altamirense de Letras falou, levando o apoio
oficial da entidade que ali estava representando, o mesmo acontecendo quando o
italiano Aldo, entusiasmado e com bastante emoção, declarou ainda não haver
visto evento cultural semelhante, realizado na rua, e contando ainda com apoio
popular. Aldo afirmou de sua surpresa porque, inclusive na Itália, não havia
iguais manifestações culturais de rua.
Estive também presente, oferecendo meu apoio pessoal e incentivando a iniciativa, tanto mais digna de ser seguida porque não contou com nenhum apoio governamental. Li alguns poemas de minha autoria, produzidos quando estive preso à época da ditadura militar na década de sessenta.
A organização simples do encontro – que não teve formalidades – permitiu total desembaraço dos presentes. Feita uma apresentação inicial, dizendo de suas finalidades, a palavra ficou em aberto e cada um podia recitar ou simplesmente ler seus poemas, o que encorajou os mais tímidos a fazê-lo. Até mesmo crianças sentiram-se motivadas a lerem seus poemas!
Desta forma, Altamira tornou-se um exemplo a ser seguido pelos demais municípios do Pará e, espero eu, de toda a Amazônia. Possamos todos nós ver as regiões do Araguaia, do Tocantins, do Marajó, do próprio Xingu (onde fica Altamira), do Tapajós e Baixo Amazonas, da Bragantina e Salgado, do Gurupi, enfim, de todo o Pará realizando eventos semelhantes e permitindo que os valores culturais até então ocultos possam ser descobertos e revelados ao público. Nada de esperar por apoios governamentais; é ir para a luta e mostrar o real valor da cultura amazônica. Vamos, pois, seguir o exemplo dado pela juventude de Altamira!
Estive também presente, oferecendo meu apoio pessoal e incentivando a iniciativa, tanto mais digna de ser seguida porque não contou com nenhum apoio governamental. Li alguns poemas de minha autoria, produzidos quando estive preso à época da ditadura militar na década de sessenta.
A organização simples do encontro – que não teve formalidades – permitiu total desembaraço dos presentes. Feita uma apresentação inicial, dizendo de suas finalidades, a palavra ficou em aberto e cada um podia recitar ou simplesmente ler seus poemas, o que encorajou os mais tímidos a fazê-lo. Até mesmo crianças sentiram-se motivadas a lerem seus poemas!
Desta forma, Altamira tornou-se um exemplo a ser seguido pelos demais municípios do Pará e, espero eu, de toda a Amazônia. Possamos todos nós ver as regiões do Araguaia, do Tocantins, do Marajó, do próprio Xingu (onde fica Altamira), do Tapajós e Baixo Amazonas, da Bragantina e Salgado, do Gurupi, enfim, de todo o Pará realizando eventos semelhantes e permitindo que os valores culturais até então ocultos possam ser descobertos e revelados ao público. Nada de esperar por apoios governamentais; é ir para a luta e mostrar o real valor da cultura amazônica. Vamos, pois, seguir o exemplo dado pela juventude de Altamira!
Nenhum comentário:
Postar um comentário