Por Moisés Costa Ribeiro
Por
que tanta dor no rosto do menino?
Por
que tanta desesperança no rosto da menina?
Por
que tanta injustiça nos ferem a alma companheiro?!
Por
que tantas cercas nos roubam o direito à terra e à liberdade?
Por
que tanta fome, quando há tanto alimento?
Por
que tanto sangue derramado quando se busca a justiça?
Por
que companheiro?!
Por
que tanta ganância quando o que há é suficiente para todos?
Por
que tanto desrespeito com o direito mais elementar da vida?
Por
que falta dignidade e sobra tanta corrupção?
Por
que não se educa nosso povo com a educação que liberta?
Por
que companheiro?!
Por
que a vida perde o sentido diante do valor do dinheiro?
Por
que não se globaliza a solidariedade, o companheirismo e a justiça?
Por
que não se valoriza o ser em troca do ter?
Por
que não se planta para alimentar nosso povo?
Por
que não se cultiva a ternura, a rebeldia e a indignação?
Por
que companheiro?!
Então
porque lutamos companheiro?
Por
que abrimos trilhas na noite escura da morte?
Por
que pisamos o chão da história e deixamos nossos rastros?
Por
que rompemos as cercas – que são malditas – e plantamos a semente da esperança?
É
porque somos irmãos e irmãs, somos camaradas, somos solidários, somos lutadores
e lutadoras e porque seremos sempre companheiros e companheiras.
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