quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Chuva De Uma Tarde de Novembro

Por Karen Sabrinna dos Santos
Enquanto a fria chuva de novembro tocava meu rosto, 
Pude sentir esvair-se as minhas forças,
E em um segundo me vi caída no chão gelado de uma rua escura e vazia, 
Meu coração palpitava desesperadamente na vã tentativa de livrar-se das correntes que o prendia, 
Então elevei meus olhos ao céu, 
Que apesar da chuva estava limpo e estrelado, 
E sob a luz do luar entreguei-me ao sentimento, 
Que dentro de mim,
Ardia como uma tocha. 
Chorei. 
Chorei porque entendi que não podia, 
Não devia, 
Não queria me livrar daquele sentimento.
A chuva fria parecia não ter mais fim,
Sussurrei,
Na esperança de que me ouvisse:
"Minha alma esta presa, e o meu cativo coração não quer se libertar..."
Lembranças vagas de um sonho.

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