Enquanto a fria chuva de novembro tocava meu rosto, Pude sentir esvair-se as minhas forças,
E em um segundo me vi caída no chão gelado de uma rua escura e vazia,
Meu coração palpitava desesperadamente na vã tentativa de livrar-se das correntes que o prendia,
Então elevei meus olhos ao céu,
Que apesar da chuva estava limpo e estrelado,
E sob a luz do luar entreguei-me ao sentimento,
Que dentro de mim,
Ardia como uma tocha.
Chorei.
Chorei porque entendi que não podia,
Não devia,
Não queria me livrar daquele sentimento.
A chuva fria parecia não ter mais fim,
Sussurrei,
Na esperança de que me ouvisse:
"Minha alma esta presa, e o meu cativo coração não quer se libertar..."
Lembranças vagas de um sonho.
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